Mostrar mensagens com a etiqueta Eugénio de Andrade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eugénio de Andrade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"O burro de Loulé", Eugénio de Andrade

Era um burro muito burro,
ou melhor, era pateta,
pois vinha de Loulé,
sem ser coxo nem perneta,
sempre,sempre sobre um pé.


Andrade, Eugénio - Aquela nuvem e outras. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2005 ,pág. 5

Recolha de João Fernandes

* Obra do acervo da Biblioteca desta escola

"Lá vai outra vez o gato maltês", Eugénio de Andrade

Lá vai outra vez
o gato maltês
a comer atrás
da franga pedrês

Andrade, Eugénio - Aquela nuvem e outras. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2005,pág.12

Recolha de João Fernandes

* Obra do acervo da Biblioteca desta escola

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Amoras", Eugénio de Andrade

As amoras

O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Andrade, Eugénio - Poesia. Porto:Fundação Eugénio de Andrade,2000.

Recolha colectiva dos formandos do curso