Quem me dera ter raízes,
que me prendessem ao chão.
Que não me deixassem dar
um passo que fosse em vão.
Que me deixassem crescer
silencioso e erecto,
como um pinheiro de riga,
uma faia ou um abeto.
Quem me dera ter raízes,
raízes em vez de pés.
Como o lódão, o aloendro,
o ácer e o aloés.
Sentir a copa vergar,
quando passasse um tufão.
E ficar bem agarrado,
pelas raízes, ao chão.
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.26
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
"As couves", Jorge Sousa Braga
Couve de bruxelas
Couve lombarda
Couve-galega
Couve roxa
Couve-flor...
Porque é que nunca houve
ninguém que lhe fizesse
um poema de amor?
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.33
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
Couve lombarda
Couve-galega
Couve roxa
Couve-flor...
Porque é que nunca houve
ninguém que lhe fizesse
um poema de amor?
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.33
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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"As patas de cavalo", Jorge Sousa Braga
Não patas, são pegadas
que um cavalo, em lugar
de deixar gravadas no chão,
deixou gravados no ar.
Recolha de João Fernandes
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.9
*Obra do acervo da Biblioteca desta escola
que um cavalo, em lugar
de deixar gravadas no chão,
deixou gravados no ar.
Recolha de João Fernandes
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.9
*Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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Poesia,
Poeta Português
quarta-feira, 20 de maio de 2009
"A Sequóia"
Ela é muito, muito velha,
mas está bem conservada.
Ela é tão grande, tão grande,
que não cabe nesta quadra.
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.28
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
mas está bem conservada.
Ela é tão grande, tão grande,
que não cabe nesta quadra.
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.28
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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"O Apanha-Moscas", Jorge Sousa Braga
Ela come, come tudo,
come tudo o que apanhar!
mas do que ela mais gosta,
ao almoço ou ao jantar,
é de uma boa mosca!
Ela come, come tudo,
até come uma mosca inteira,
nem que seja varejeira,
num abrir e fechar os olhos!
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.16
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
come tudo o que apanhar!
mas do que ela mais gosta,
ao almoço ou ao jantar,
é de uma boa mosca!
Ela come, come tudo,
até come uma mosca inteira,
nem que seja varejeira,
num abrir e fechar os olhos!
Braga, Jorge Sousa - Herbário. Lisboa: Assírio & Alvim,2007,p.16
Recolha de João Fernandes
* Obra do acervo da Biblioteca desta escola
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